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Como assim?!
20/09/2004 12:30
O novo blog é www.malkmatrix.weblogger.com.br. Acessem!
enviada por Júlio Arantes
26/04/2004 11:07
Aos visitantes da Matrix: como os usuários do Blig já notaram, não é mais possível alterar o template do blog. Além disso, eles detonaram o plano de fundo do meu blog (os visitantes mais antigos devem lembrar que haviam vários códigos passando no fundo, exatamente como está na foto). Por isso vou fazer um novo, em outro site, que permita mexer no template. Vou tentar manter o nome, se não der aviso. Este blog continuará no ar, mas vai mudar de estilo. Tem coisas memoráveis aqui (vide relato do concurso) que não quero perder... em breve anuncio o novo blog.
enviada por Júlio Arantes
29/03/2004 12:10
Antes que vcs comecem a postar milhares de vezes que o blog não está atualizado, saibam que está semana será muito corrida, por isso não sei se vcs verão qualquer coisa nova aqui. Quem estiver achando ruim, se f...
enviada por Júlio Arantes
19/03/2004 11:08
Agora mais do que nunca: COMO ASSIM?!
Que me perdoem os preguiçosos, mas esse post vai ser um pouco extenso...
Deixando um pouco de lado o estilo Matrix, não encontrei melhor forma de comentar sobre este assunto, a não ser fazendo um breve histórico dos meses que seguiram. Aí vai:
Dezembro de 2003:
Boatos e mais boatos. Há algum tempo vinha-se anunciando o tal concurso público do Instituto Zumbi dos Palmares, a grande esperança de muitos jornalistas, desempregados ou não, de conseguir um emprego estável. Na Universidade, há muito comentávamos que seria bom se o concurso fosse adiado para este ano, porque assim poderíamos concorrer. E foi o que aconteceu; embora não tenha percebido (eu diria: jamais imaginado), ali o destino sorria para mim.
Janeiro de 2004:
O ano começou com todas as preocupações do mundo, menos com o concurso. A esta altura, eu nem queria fazer o concurso. Estava tão envolvido com o movimento estudantil de comunicação, que minhas forças estavam todas voltadas para o XI Cobrecos. Antes de viajar, alguns dramas temperavam minha vida. Minha situação na Ufal, que já não era boa, ia piorar com essa ausência de duas semanas. Eu achava que iam descontar metade da minha grana no estágio. Eu não ia poder estudar pro concurso. Por essas e outras, deixei pra decidir quando voltasse de Braília, já em fevereiro. Eu estava realmente desanimado, apesar de todo mundo me incentivar a fazer a prova...
Fevereiro de 2004:
Voltei de Brasília e ainda respirava movimento estudantil. Tinha decidido, enquanto viajava, que se sobrasse dinheiro do congresso faria minha inscrição. E sobrou. O próximo dilema era escolher a função. Conversei com vários colegas, pais, irmãos e amigos, dos quais a Roberta deve ter sido o mais importante. Depois de ler sobre as atribuições e o conteúdo da prova de cada cargo, restaram-me poucas opções, das quais selecionei duas: editor de texto e produtor de pauta. Para não ficar no eterno dilema preenchi logo a ficha de inscrição. Escolhi produtor de pauta, porque achava que não seria muito concorrido. Triste ilusão. E olhe que algumas pessoas tinham me alertado: produção é concorrido, mude pra editor ou repórter , entre outras. O segundo cargo mais concorrido: dezessete candidatos por vaga (seis no total). Enquanto editor de texto, o cargo recusado, não passava de cinco por vaga...
Março de 2004, primeira semana:
Então eu disse: se eu já não estava estudando, agora é que não estudo mesmo! Tinha gente fazendo cursinho, gente que tinha lido mais de vinte livros, gente que trabalhava ou estagiava em TV e rádio e, teoricamente, sabia tudo de cor e salteado (saber de cor e salteado é um chavão, questão que rendeu a impetração de um recurso, nem sei se foi deferido). Optei por tentar colocar em dia minha situação acadêmica, que há muito vinha sendo deixada de lado. Corre-corre atrás de professor, de trabalho, de nota. Tudo pra ocupar o juízo. Vida normal, enfim.
Março de 2004, segunda semana:
Continuei no ritmo de trabalhos e estudos, provas etc. Para não dizer que não me preocupei com o concurso hora nenhuma, peguei um livro de história pra estudar, mas o que li (consolidação do capitalismo, revoluções industrial e burguesa) não caiu na prova. Tudo indicava para o trágico fim. No meio jornalístico e acadêmico só se ouviam as três letras: I Z P! Mas eu nem fiquei noiado, já sabia o que viria: reprovação no concurso, projeto de mestrado para o segundo semestre, enfim... tudo certo!
A reviravolta começou quando saiu o gabarito. Tinha feito 29 pontos, mas havia uma pá de respostas questionáveis no que foi divulgado. Não tinha outro jeito: recurso neles! Juntei-me a outros bravos companheiros (Rossana, Roberta e Giuliano que passou pra repórter de rádio) e perdemos a semana toda estudando para embasar nossos recursos. Nesse meio tempo a Covest corrigiu as três respostas mais absurdas da prova de Atualidades. Ganhei pontos nas três questões, passando para 32 acertos. Mas éramos insaciáveis, ainda havia uma questão de Atualidades e tantas outras de Específicas. Chegamos na Secretaria de Administração de última hora e já tinha umas dez pessoas entrando com recursos. Protocolamos tudo e fomos embora.
Os dias restantes foram de uma tranqüilidade mórbida, quase uma depressão. Passei o fim de semana em casa, não saí com amigos, não fiz trabalhos da Ufal, não adiantei meu TCC. Fiquei em casa curtindo as inevitáveis perguntas e comentários de concursos.
16 de Março de 2004:
06:50 - Acordei um pouco mais cedo que o normal. Tinha sonhado que, por ter escrito duas linhas a mais que o permitido na redação (o que, de fato, não aconteceu), fui desclassificado no concurso. O dia começara mal.
08:00 Fui para o Sindicato (estágio) e ao chegar passei a mão nos jornais do dia, que publicaram o resultado das provas. Inacreditável! 87 pontos! Olhei rapidamente os demais resultados, sabia que estava entre os dez primeiros. Larguei os jornais, não queria descobrir que tinha ficado entre o sétimo e o décimo, seria definitivamente depressivo.
08:20 O contador do sindicato, Jailton, veio me parabenizar por ter ficado entre os dez, mas eu ainda era todo nervosismo. Ele me deu a maior força e disse pra conferir as demais pontuações, mas eu insisti em não fazê-lo.
08:35 O Ronaldo (Granja, jornalista do sindicato) me ligou e já foi logo dizendo que eu tinha passado. Incrédulo, respondi que tinha ficado entre os dez, mas não dava pra saber se tinha passado. Conversamos muito por telefone, sobre a prova, sobre as pontuações, sobre os recursos, sobre trabalho e outras coisas. Ele também me deu a maior força e eu já estava me sentindo mal, com tanta gente torcendo por mim. A humildade que habita este corpo é demasiada para suportar tantos elogios, principalmente quando se tem amigos, competentes que são, que não foram aprovados. Esse foi o caso da Roberta...
08:40 Roberta me liga: Aaaaaêêêêê, vc passou!!! Calma Roberta, respondi, ainda falta conferir as outras pontuações. Vou fazer isso e ligo já, respondeu ela, e desligou.
08:50 Outra ligação: Else. Júuuulio, parabéns!!! Calma Else, respondi, ainda falta conferir as outras pontuações. Eu já conferi, respondeu ela, você passou sim!!! Nessa hora sentei. Não acreditava, por mais que ela repetisse e dissesse que já tinha ligado pra minha casa e falado pra meu pai, minha mãe e todo mundo que eu tinha passado. Me despedi dela com uma grande angústia. Agora só acreditaria quando visse o Diário Oficial.
09:00 Minha mãe liga: Ju, já sabemos que vc passou, parabéns meu filho!!! Calma mãe, respondi, falta olhar no Diário. Tudo bem, respondeu ela, mas que bom que você passou.
09:05 Meu irmão, Felipe, liga: Eeeeeeiiiiiii, meu amigo, eu já pedi demissão pra viver às suas custas!!! Seu louco, respondi, ainda nem olhei o Diário! Tudo bem, respondeu ele, agora se você não passar vai ter que me arranjar outro emprego.
10:00 Roberta de novo: já conferi, você passou!!! Mantive a calma. E a incredulidade. A esta altura já tinha tentado acessar o sítio do Diário Oficial milhares de vezes, sem sucesso.
11:30 Chega o Diário no sindicato. A pontuação conferia. Ainda estava como cachorro que se perdeu da mudança.
12:30 Voltei pra casa e todos me cumprimentaram. Flávio me liga: parabéns!!! Valeu cara, respondi, mas ainda nem acredito nisso. Liguei pro Renan, que tinha feito uma pontuação muito boa. Ele passou e me disse que eu também tinha passado. Fiquei feliz, mais por ele que por mim.
19:00 Chego na Ufal: Aaaaaaêêêêê!!! Uma baita agitação, todo mundo dizendo que eu tinha passado. Comecei a acreditar que era mesmo verdade. Era uma sensação estranha que me acompanha até hoje. Tudo ainda parece muito abstrato...
Março de 2004, o resto da terceira semana:
O restante da semana foi mais calmo, outras pessoas me cumprimentaram, gente que eu nem achava que se importava comigo... espero que não tenha sido só por educação... Algumas pessoas foram bem marcantes nessa semana! O Giuliano, que me ligou. A Rossana, com sua depressão pós-concurso. A Joseana e a Else (super-repórter, hein?!) que pularam de alegria quando viram que eu tinha passado. O Renan, parecendo uma criança que ganhou confeito quando passamos na frente do IZP, na volta pra casa: Olha ali, Falsa Kaiser, o nosso trabalho!!! A Roberta, que só não sentiu que era o mesmo que ela ter passado porque não ia ter R$ 1200 todo mês na conta dela. Todas as pessoas que me cobraram as supostas promessas que eu fiz antes do concurso (em geral, grades e grades de cerveja. Eita povo pra gostar de cerveja, putz!). Pode ser que eu esteja esquecendo alguém, mas como disse, foram tantas pessoas que me foram importantes nessa semana, não dá nem pra listar. Ainda fico meio... bobo... de cara pro ar... quando alguém vem me cumprimentar... ainda sinto tanto pelos que não passaram...
Acho que é isso. Falta ainda o resultado oficial, no dia 31. E a comemoração oficial também. Nos vemos lá, então.
enviada por Júlio Arantes
12/03/2004 10:46
Lama na Imprensa
>>> Publiquei este artigo no site do CMI. Algumas pessoas gostaram, então resolvi postar aqui.
A semana de 15 a 21 de fevereiro foi singular para a imprensa alagoana. Trata-se da semana em que ocorreu o julgamento pela morte do tributarista Sílvio Vianna. No banco dos réus, Coronel Cavalcante como é conhecido e Garibalde Amorim, os executores. O julgamento era especial porque envolvia o setor econômico de maior influência do Estado, o da indústria da cana-de-açúcar.
Os depoimentos, um a um, evidenciavam o envolvimento direto dos usineiros com o caso. Apesar de se tratar tão somente do julgamento dos executores, os coronéis de Alagoas aqui o coronelismo ainda existe e é mais forte do que se imagina rapidamente se prontificaram em tentar encobrir seu envolvimento com o caso.
Clique aqui para ler o artigo completo.
enviada por Júlio Arantes
09/03/2004 09:59
Virtualmente Excluídos
Escrevi este texto no início do ano passado, quando ainda nem participava do movimento estudantil. Era para a disciplina Tecnologias Contemporâneas em Comunicação e, relendo, achei legal postar aqui.
E, a partir de agora, não vou mais colocar posts imensos no blog. Vou colocar o início do texto, com um link pra quem quiser ler inteiro. Quem não quiser ler, azar! Depois não reclame! Aí vai:
As intensas transformações tecnológicas ocorridas desde a década de 1970, quando iniciava a era da informatização da sociedade, mantiveram não só as classes de baixa renda, como também nações inteiras à margem desta evolução, criando uma legião de info-excluídos. Hoje, a tão sonhada sociedade da informação incita diversos debates a respeito da socialização da tecnologia, ou seja, a maneira pela qual o advento das novas tecnologias poderá auxiliar no desenvolvimento e principalmente democratização da informação e, por fim, da sociedade.
Os fatores determinantes de qual será o futuro da sociedade da informação ainda não são perfeitamente delineáveis, mas há uma série de questões relevantes a esse respeito.
Clique aqui para ler o artigo completo.
enviada por Júlio Arantes
01/03/2004 20:06
O "Cão" pode até não ter nome, mas com certeza é oriental!
Pneumonia asiática. Gripe do frango asiático. Até ferrugem asiática! Confesso que ainda não compreendi como tudo isso pode ter acontecido em tão pouco tempo, envolvendo apenas esta região do mundo. E do jeito que sou paranóico, já começo a imaginar que tudo faz parte de um plano para frear os orientais na corrida pela hegemonia mundial, hoje levada pelos norte-americanos.
E essa da ferrugem asiática foi demais! Ontem de manhã, no Bom Dia Brasil, a apresentadora (de quem não lembro o nome) começou assim a reportagem: "a soja, que nos últimos oito anos só significou duas ótimas notícias para o mercado brasileiro (no caso ela se referia aos sucessivos recordes de produção e exportação do grão), pode estar correndo um grande risco devido à ferrugem asiática, uma doença que..." - foi algo assim.
A matéria falava ainda dos "pobres coitados" donos de plantações imensas que estavam perdendo uma grande parte da produção. Além disso, mostrava a situação de penúria pela qual estão passando, pois os agrotóxicos capazes de combater a doença são todos importados de outros países, o que os torna muito caros.
E a culpa, claro, é da ferrugem asiática, mais uma doença que inventaram para aquele continente. Não é incrível? Tudo de ruim no mundo vem do oriente! Do médio ao extremo.
As armas de destruição em massa estão no oriente. As epidemias estão no oriente. Bin Laden (um dos nomes que deram para o Cão)está no oriente. Assim como estão o petróleo e bem mais que a metade da população do mundo, um imenso mercado consumidor e produtor.
Enquanto isso podemos ficar assistindo à entrega do Oscar 2004 e comendo pipoca, conversar besteiras o dia inteiro e deixar o resto pra lá. Quem se importa?! Vamos deixar o Tio Patinhas cuidar de tudo, que ele é um homem generoso.
Pode até ser paranóia, mas não me espantaria se aparecessem com um novo personagem, vindo do oriente, que estivesse sendo chamado, carinhosamente, de Satanás.
enviada por Júlio Arantes
26/02/2004 17:23
Apertem os cintos, o piloto sumiu!
É assim que sinto as coisas caminharem nos últimos dias pela nossa nave. A tripulação toda parece bastante preocupada com a reta final do ano letivo, ou com o carnaval, ou com o show do Skank, ou com a semana santa, ou com qualquer coisa que esteja por vir.
Foi assim com a reunião que deveria discutir reforma universitária, com a reunião ordinária do dia seguinte, com a reunião para sistematizar as propostas de alteração estatutária. Não sei se enlouqueci ou se entendo as coisas diferentes das outras pessoas, mas não consigo para de pensar nisso um só minuto.
Para quê tomamos a pílula vermelha, afinal?!
enviada por Júlio Arantes
17/02/2004 10:23
Ro-Ro, a melhor dobradinha do ano! VERSÃO COMPLETA!
Que me perdoem todos os integrantes da comissão para assuntos etílicos do COS e todos os outros alcóolatras de plantão, mas nada que presenciei até hoje seria capaz de superar um fim de semana como este.
Do início, então: acabáramos de sair de uma tensa reunião da tripulação do DAFN, para repassar os acontecimentos do último Cobrecos. Ao menos chegamos melhor do que saímos, pingos no "is" e vírgulas postas.
O que nos aguardava era, finalmente, um momento de relaxamento, que se tornaria inesquecível ao final. Uma festa cultural, no CSAU, com exibição de filmes, uma banda de pé-de-serra e outra de alternativo. Tudo certo - frase já eternizada. Garantimos nossa munição e começamos a diversão.
O porre de Ro
Conversamos sobre muitas coisas naquela noite, principalmente sobre mecom. Mas, ao contrário da reunião da tarde, era uma conversa descontraída - uma troca de experiências bem espontânea. Música rolando e chega a hora de ir embora. É quando tem início a melhor parte da festa.
Primeiro a indecisão de Ro: ir embora a pé com a galera ou pegar um ônibus. Explicando: a galera ainda vai demorar e está biritada, assim como eu (até então ela estava boazinha!!!) ou; andar até o ponto lá fora: "- Júlio, os ônibus não entram mais na ufal! Você vai até o ponto comigo!", correndo ainda o risco de errar o ponto de ônibus (essa foi demais!!!).
Venceu o ônibus. Em minha volta pra casa, liguei para Ro, que já estava dormindo àquela altura, mas que ainda teve tempo de acreditar que aquilo que via era uma projeção da sua mente, que na verdade estava em outro lugar. Como quando teria feito um suposto stripe-tease no meio do CSAU, quando na verdade estava tomando banho em casa.
E não foi tudo. Ainda tive que agüentar a Flávia no ponto, falando advinhem de quem? Eu devo ter vocação pra psicólogo, muleta ou sei lá o que.... É como diz o werdeN: "- Forte demais pra mim!"
Passei o sábado bem tranqüilo enquanto a rapazeada enchia a cara nas pecinhas. Sem problemas, o melhor ainda estava por vir.
O porre de Ro II: niguém merece!!!
O domingo prometia: show do Cordel do Fogo Encantado, no Francês. Confesso que não conhecia a banda, a não ser pelos elogios que já tinha ouvido. Todas as pessoas do mundo (erh... digo, da Ufal...) estariam lá. Saímos eu e Emanuel, os aventureiros.
Ao chegarmos, encontramos logo os conhecidos, mas tudo parecia meio morgado e na verdade haviam pessoas bem morgadas, como Josian e TC. Até que Ro, ao ver que eu tinha levado a munição, tratou de sair para comprar o refrigerante.
Quando voltou, começou prontamente a beber, enquanto eu fiquei de garçom, servindo bebida pra todo mundo. Em pouco tempo a dupla Ro-Diogo estava formada, e começaram a brindar: à mãe, irmãos, filhos, netos, sogra, vizinhos da frente, de trás e dos lados, cachorro e gato, agregados e afins do Seu Vicente. Lá pelo décimo brinde, Ro batia o copo (de plástico!) com tanta força que molhava quem quer que estivesse por perto.
Em pouco tempo o refrigerante acabou. Perdi no sorteio e saí com TC para comprar mais, enquanto Ro já falava em tomar puro mesmo. Voltamos e os brindes continuaram. Lá pelo vigésimo brinde, Erica, a amiga da Ro que lembrava de mim e já tinha até comentado no blog e de quem eu não me lembrava e quase tive que me enfiar num buraco porque lembrei que ela ficou de me emprestar um livro que nunca chegou nas minhas mãos antes de lembrar dela, já demonstrava sinais de preocupação, embora ainda se divertisse normalmente.
Foi quando a bebida acabou e tinha início a derrocada final. Desta vez os escalados eram ninguém menos que Ro e Diogo. Enquanto isso, ficamos no show. Aliás que show, o melhor de todos os tempos! Estava tão bom que só depois de um certo tempo demos falta da dupla. Erica me chamou para procurá-los, mas ainda esperamos um pouco, até decidirmos ir. Encontramos a dupla rapidamente, foi a cena mais engraçada de todos os tempos!!!
Ro cambaleava vagarosamente, amparada pelo amigo Diogo. Nos aproximamos e Diogo esclareceu: parada técnica, típica de quem já bebeu demais. Caminhamos vagorasamente, acompanhando o cambalear de Ro, que ainda fez mais uma parada técnica. A esta altura, os ânimos começaram a mudar. Eu já estava p da vida, porque o show continuava e já perdíamos a quarta ou quinta música. Erica já não estava preocupada, estava desesperada. E o Diogo com a expressão mais engraçada de todas, olhando sem dizer nada, mas com a inconfundível expressão: NINGUÉM MERECE!!!
Depois de muito tempo estávamos nos aproximando do show. De repente, para nossa desgraça que já não era pouca, liga o Artur... de repente Ro ficou boazinha, falando no telefone como se nada tivesse acontecido (queria saber como os bêbados conseguem fazer isso...). Não foi uma conversa muito amistosa e Erica falou com ele, para tranqüilizá-lo.
Descemos até a praia e ficamos curtindo o final do espetáculo, Ro cambaleante ora dançava, ora ficava querendo cair. Erica já não curtia tanto o show, a preocupação nítida em seu rosto. Ao final do show, o vocalista recitava uma poesia que só me fazia lembrar de Ro. Era perfeita, Ro e Zabé eram muito parecidas, eu não estava me agüentando.
Quando o show terminou, tínhamos que levar Ro para o carro, uma providencial carona conseguida por seu amigo Hítalo. Diogo se esquivou da tarefa, ele já não agüentava mais. Foi quando, de repente, Ro senta na areia, como quem dormiu em pé e simplesmente desmontou. Coloquei-a de pé e, junto com Hítalo, levamos a cruz pesada para o carro, onde o dono aguardava com a cara mais revoltada do mundo.
Quando saíram confesso, senti o maior alívio da minha vida! E ainda rolou mais confusão, que fiquei sabendo depois: parada em posto pra vomitar, desmaio, stripe-tease que não aconteceu, ressaca de mais de dois dias... e não é que Zabé, digo... Ro ainda bebeu ontem numa festa! Ninguém merece...
Neste dia cheguei em casa quase onze e meia da noite, depois de passar duas horas tentando pegar um ônibus de volta. Eu e Emanuel, os aventureiros...
enviada por Júlio Arantes
13/02/2004 12:44
Desconectando-se da matrix, não da luta
Após escapar dos agentes e entrar em dois ônibus, retornei à m@LkaV&an, minha reconfortante nave-casa. Apesar de tudo, tive um sono sem pesadelos.
O dia seguinte (ontem) começou complicado: ao chegar no estágio, um telefonema do meu supervisor me alertava para o desleixo com que vinha tratando minhas atribuições. Como é que eu ia me justificar: dizer que era por causa dos trinta e-mails diários das listas de discussão (nosso veículo-ponte para articulação da luta)?
Fiz o que era mais sensato no momento: "sim, vou fazer de tudo pra mudar isso!" De modo que minha caixa de entrada de mails já vai em 96. 97, 98, 99...
Ao retornar para m@LkaV&an, uma missão me aguardava: convencer minha família de que a privatização da universidade é iminente, bizarra e precisa ser combatida. Foi tenso (para mim, claro...), mas ao final consegui alguns avanços, o que me fortaleceu. Sei que ainda terei muito trabalho pela frente, mas é um bom começo. Estou conseguindo materializar muito do que antes era só uma vaga concepção.
Enquanto isso, meus vizinhos já começaram com as piadinhas: "olha o revolucionário", "cuidado, não vá na frente não, que os da frente é que mais apanham". Diga aí! Eu mereço...
enviada por Júlio Arantes
12/02/2004 12:07
O pior ainda estava por vir
Sentei em meu posto e aguardei a conexão ser feita. O dia prometia ser tranqüilo, tudo que tínhamos a fazer era comparecer a uma reunião com a representante máxima da parte da matrix correspondente à universidade. Companheiros de outras tripulações também estariam presentes, mas não havia muito que se esperar além de promessas. E assim foi.
Ao término, não havia tempo para retornar e depois fazer nova conexão, de modo que permaneci por lá até que tivesse terminado minhas atividades rotineiras que consistem em interagir com os companheiros de nossa tripulação e tentar identificar, entre os adormecidos, aqueles que, potencialmente, podem se juntar a nós, além de acumular conhecimentos acerca deste mundo.
Tudo transcorrera normalmente. Faltava somente mais um desafio: a aula de Legislação e Ética na Comunicação. A discussão giraria em torno de um texto de Marilene Felinto, publicado na revista Caros Amigos. Tratava da situação do movimento sem terra e de como a mídia trata (massacra) estas pessoas. Ótimo texto, nada diferente do que eu me acostumei a debater e defender.
Pouco antes da discussão começar, Robespierre (tripulante e amiga, valorosa combatente) me alertava: Eu não mereço um texto desse! Não compreendi sua angústia, a princípio. Até a discussão começar.
Vi de tudo naquela discussão. Havia aqueles que acompanhavam nosso raciocínio e tentaram argumentar. Havia aqueles que simplesmente calaram. Mas havia também aqueles que estavam no extremo oposto.
Nunca entrei na matrix acreditando que missões fáceis me aguardariam, mas jamais esquecerei que é em meio à calmaria que vem a tempestade. O que eu tinha à minha frente não eram adormecidos. Eram os próprios agentes do sistema.
O Agente X disparava sua metralhadora giratória, impiedoso a repetir as frases de ordem: E se você estivesse com sua mãe doente no carro em meio à um bloqueio da estrada?! E os saques?! E os aproveitadores que estão lá só pra ter destaque político?! Éramos impiedosamente golpeados. Nossa ofensiva, felizmente, não era menos incisiva. Mas com certeza era menos eficaz.
A Agente Y era outro problema. Ataque-a, ataque seus pares, mas nunca, JAMAIS ataque a Rede Globo de Televisão (que me dói até mesmo citar neste espaço). A Grande Mãe, aquela que tem o jornalismo imparcial e justo, que pode até escrever falando mal dos arruaceiros sem terra, mas que também mostra o lado bom das coisas.
A certa altura meu corpo todo entrava num leve tremor. Olhei para o lado e vi minha amiga, as lágrimas teimando em encher-lhe os olhos. O professor, boa gente que é, sorria atônito, sem compreender como tudo aquilo tinha tomado tal proporção. Saí da sala por um momento para respirar e tentar recobrar as forças.
Retornei e, em pouco tempo, a discussão foi interrompida pelo professor. Seu recado foi muito claro, mas muito sutil. Serviu, ao menos, para acalmar os ânimos dos mais exaltados, enquanto a Agente Y balançava a cabeça afirmativamente, como quem concorda incontestavelmente com alguma coisa, desde que tenha sido dita por alguém de status, ou seja, um professor ou profissional da área.
Levantei e chamei minha amiga. Precisava me retirar imediatamente daquele lugar os despojos da batalha ainda me faziam tremer. Caminhamos para o ponto, enfim, para nos desconectarmos. Um a um, todos foram sendo desplugados. Fiquei por último e já podia sentir aquela sensação estranha, mas reconfortante, de estar voltando pra casa.
Mas a pílula vermelha é devastadora. Sempre haverá um porém e você jamais dormirá em completa paz. Sempre um detalhe será revelado, de modo a mantê-lo alerta.
E, desta vez, o ônibus quebrou...
enviada por Júlio Arantes
04/02/2004 10:52
Pós-cobrecos regado a Engenheiros
Esta é perfeita pra alguns momentos pelos quais passamos nesta semana em que estivemos noutro mundo...
Dom Quixote
(Gessinger/Galvão)
muito prazer, meu nome é otário
vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue puxando carroça
um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra
vaidades que a terra um dia há de comer
às de espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário
muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas
tudo bem...até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
tudo bem...seja o que for
seja por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas
tudo bem...até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
muito prazer...ao seu dispor
se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas
enviada por Júlio Arantes
29/01/2004 17:42
Pode ser loucura acreditar que ainda exista salvação
Segunda feira ainda não chegou, mas já posso sentir claros indícios da tal mudança. Não se trata, na verdade, de indícios, mas de acontecimentos que me conduziram uma mudança real, sinto isso...
Até agora cumprimos nosso papel, na medida do possível e dentro de uma série de limitações desfavoráveis. As dificuldades foram fortemente explicitadas hoje, criando um clima meio apocalíptico.
Agora só falta a prova de fogo, a Plenária Final... Não quero ser precipitado, por isso não vou comentar agora.
Afinal de contas, segunda feira tudo estará no lugar mesmo!
enviada por Júlio Arantes
22/01/2004 13:11
Fim de semana em outro mundo...
Finalmente, chegou a hora... é só juntar tudo...
E o mais legal disso é que, de fato, não estou só... pelo menos não mais! Bárbara, Flávia, Roberta, Emanuel, Camila, Joana... companhias mais que providenciais! Metade da minha angústia se foi...
"Estou tão confuso e tão contente..."
Sei que esse Cobrecos vai mudar minha vida, mas não sei se vai me fortalecer ou me quebrar, é isso que me mata... tenho tentado não pensar nisso... em vão...
Tudo começa hoje, sem soar o alarme, sem fazer alarde... e quando acabar? Vai passar batido, despercebido? Segunda feira, o que estará no lugar?
enviada por Júlio Arantes
14/01/2004 12:09
Será que estou de férias?!
Loucuras da vida acadêmica... o recesso (mais um!!!) termina esta semana, as aulas retornam no dia 19...
E no dia 22, viajo pra Brasília!
Terra profetizada, marerializada nas mãos de Juscelino - ou daqueles que suaram para erguer toda aquela fuselagem...
É o Congresso Brasileiro dos Estudantes de Comunicação Social!
É esse tal movimento estudantil...
Enquanto isso, que esperem todas as outras coisas do mundo: tcc, estágio, aulas...
Como diria a Roberta, esses últimos meses estão demais!
enviada por Júlio Arantes
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